20/02/2014
19 BI PELO WHATSAPP: ENTENDA A MAIOR AQUISIÇÃO DE STARTUP DA HISTÓRIA.
whatsapp-founders
Foi anunciado ontem a maior negociação de uma startup em toda a história. O Facebook irá pagar um total de US$ 19 bilhões pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Há dois anos atrás, quando o a maior rede social do mundo comprou o Instagram por US$ 1 bi, analistas comentavam que a negociação foi supervalorizada. Comprando o WhatsApp por 19 vezes esse valor, há muito o que se imaginar a respeito. Antes de especular, vamos aos fatos.
O potencial do WhatsApp.
whatsapp-logo Atualmente, o WhatsApp possui um total de 450 milhões de usuários mensais em todo o mundo. Destes, 320 milhões são ativos diariamente. Com essa larga base de usuários, esse messenger conseguiu atingir números expressivos. O volume de mensagens dentro do WhatsApp já se equipara ao número total de SMS trocados em todo o planeta! Um outro número impressionante é a taxa de crescimento do aplicativo. São cerca de um milhão de novos usuários todos os dias. Essa taxa de crescimento nunca foi vista antes. Nem mesmo o Facebook cresceu nesse ritmo.
Como eles conseguiram isso em apenas 5 anos? Apesar de ser pouco popular nos EUA, o WhatsApp caiu nas graças de muitos usuários ao redor do mundo. Sem anúncios, sem games e sem traquitanas, esse aplicativo cobra apenas US$ 1,00 por ano de seus usuários e lhes oferece um número ilimitado de mensagens. No Brasil, as teles nos cobram em média R$ 0,35 por SMS (dado de 2010). Fica fácil entender a vantagem do WhatsApp, não é?O interesse do Facebook.
O Facebook completou recentemente 10 anos de vida. Isso significa que ele é anterior ao boom dos smartphones. O crescimento da rede se deu, prioritariamente, em computadores e laptops. Não à toa, uma das principais preocupações dos investidores na época do IPO do Facebook foi a sua capacidade de monetização em plataformas mobile. E ainda continua sendo. Especialmente quando levamos em consideração a relativa debandada dos usuários jovens da rede.
No ano passado, Zuckerberg tentou negociar a compra do aplicativo Snapchat para aumentar sua influência no mercado mobile. Comprar o Snapchat resolveria dois problemas de uma só vez: traria o público jovem de volta e aumentaria a influência da empresa no mercado Mobile. Contudo, a negociação não evoluiu depois que o CEO do Snapchat recusou uma oferta de US$ 3 bilhões e ainda atacou as políticas de privacidade da rede de Zuckerberg.
Segundo uma matéria do NYTimes, a compra do WhatsApp foi negociada durante dois anos, com muito café e caminhadas pelo parque. Comprar o WhatsApp é marcar presença sólida no mercado mobile. Em primeiro lugar, pois retira um concorrente do mercado ao transformá-lo num aliado. Em segundo lugar, pois irá agregar uma base de usuários que ainda tem espaço para crescer exponencialmente.Os valores.
O valor total da compra foi de US$ 19 bilhões. Sendo que, US$ 4 bilhões serão pagos em dinheiro, US$ 12 bilhões em ações e ainda há mais uma parcela de ações no valor de US$ 3 bilhões, que será quitada ao longo dos próximos quatro anos. O Facebook investe pesado para aprimorar seus pontos fracos. Uma matéria da Business Insider detalhou bem esse valores e publicou os comunicados oficiais do WhatsApp, do Facebook e do fundo de investimento Sequoia Capital.
O futuro.
Uma pergunta que fica no ar é: “o que podemos esperar após a conclusão dessa fusão?” Segundo os fundadores do WhatsApp, não haverá nenhuma mudança no modelo de negócios do aplicativo, pois se houvesse o negócio não teria sido concluído. A monetização não é prioridade para eles. Então podemos ficar tranquilos com a questão da publicidade dentro do messenger e da cobrança de taxas maiores. Com o aporte feito pelo Facebook, eles poderão se concentrar na expansão da base de usuários.
Do lado do Facebook, podemos esperar uma empresa com um portfólio de produtos cada vez mais amplo. Não imagino tão amplo quando o portfólio do Google, mas eles irão caminhar para o mesmo sentido. Nem todos os serviços adquiridos precisam levar a marca da rede social, a exemplo do que aconteceu com o Instagram. Desse modo, o Facebook diversifica para continuar com a larga liderança no mercado de Redes Sociais. Isso dá um suporte sólido para sua principal fonte de receitas. Da mesma maneira como o Google faz para o mercado de buscadores.
Como resolver problemas com o seu computador?Agora seus problemas acabaram.Neste blog trago todas as dicas precisas sobre hardware e software,com tutoriais de formatação de HDS,montagem,configuração e instalação de redes de computadores.Também ofereço sugestões de cursos a respeito,tudo isso e muito mais.
sábado, 18 de julho de 2015
entenda a maior aquisição de startup da história.
20/02/2014
19 BI PELO WHATSAPP: ENTENDA A MAIOR AQUISIÇÃO DE STARTUP DA HISTÓRIA.
whatsapp-founders
Foi anunciado ontem a maior negociação de uma startup em toda a história. O Facebook irá pagar um total de US$ 19 bilhões pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Há dois anos atrás, quando o a maior rede social do mundo comprou o Instagram por US$ 1 bi, analistas comentavam que a negociação foi supervalorizada. Comprando o WhatsApp por 19 vezes esse valor, há muito o que se imaginar a respeito. Antes de especular, vamos aos fatos.
O potencial do WhatsApp.
whatsapp-logo Atualmente, o WhatsApp possui um total de 450 milhões de usuários mensais em todo o mundo. Destes, 320 milhões são ativos diariamente. Com essa larga base de usuários, esse messenger conseguiu atingir números expressivos. O volume de mensagens dentro do WhatsApp já se equipara ao número total de SMS trocados em todo o planeta! Um outro número impressionante é a taxa de crescimento do aplicativo. São cerca de um milhão de novos usuários todos os dias. Essa taxa de crescimento nunca foi vista antes. Nem mesmo o Facebook cresceu nesse ritmo.
Como eles conseguiram isso em apenas 5 anos? Apesar de ser pouco popular nos EUA, o WhatsApp caiu nas graças de muitos usuários ao redor do mundo. Sem anúncios, sem games e sem traquitanas, esse aplicativo cobra apenas US$ 1,00 por ano de seus usuários e lhes oferece um número ilimitado de mensagens. No Brasil, as teles nos cobram em média R$ 0,35 por SMS (dado de 2010). Fica fácil entender a vantagem do WhatsApp, não é?O interesse do Facebook.
O Facebook completou recentemente 10 anos de vida. Isso significa que ele é anterior ao boom dos smartphones. O crescimento da rede se deu, prioritariamente, em computadores e laptops. Não à toa, uma das principais preocupações dos investidores na época do IPO do Facebook foi a sua capacidade de monetização em plataformas mobile. E ainda continua sendo. Especialmente quando levamos em consideração a relativa debandada dos usuários jovens da rede.
No ano passado, Zuckerberg tentou negociar a compra do aplicativo Snapchat para aumentar sua influência no mercado mobile. Comprar o Snapchat resolveria dois problemas de uma só vez: traria o público jovem de volta e aumentaria a influência da empresa no mercado Mobile. Contudo, a negociação não evoluiu depois que o CEO do Snapchat recusou uma oferta de US$ 3 bilhões e ainda atacou as políticas de privacidade da rede de Zuckerberg.
Segundo uma matéria do NYTimes, a compra do WhatsApp foi negociada durante dois anos, com muito café e caminhadas pelo parque. Comprar o WhatsApp é marcar presença sólida no mercado mobile. Em primeiro lugar, pois retira um concorrente do mercado ao transformá-lo num aliado. Em segundo lugar, pois irá agregar uma base de usuários que ainda tem espaço para crescer exponencialmente.Os valores.
O valor total da compra foi de US$ 19 bilhões. Sendo que, US$ 4 bilhões serão pagos em dinheiro, US$ 12 bilhões em ações e ainda há mais uma parcela de ações no valor de US$ 3 bilhões, que será quitada ao longo dos próximos quatro anos. O Facebook investe pesado para aprimorar seus pontos fracos. Uma matéria da Business Insider detalhou bem esse valores e publicou os comunicados oficiais do WhatsApp, do Facebook e do fundo de investimento Sequoia Capital.
O futuro.
Uma pergunta que fica no ar é: “o que podemos esperar após a conclusão dessa fusão?” Segundo os fundadores do WhatsApp, não haverá nenhuma mudança no modelo de negócios do aplicativo, pois se houvesse o negócio não teria sido concluído. A monetização não é prioridade para eles. Então podemos ficar tranquilos com a questão da publicidade dentro do messenger e da cobrança de taxas maiores. Com o aporte feito pelo Facebook, eles poderão se concentrar na expansão da base de usuários.
Do lado do Facebook, podemos esperar uma empresa com um portfólio de produtos cada vez mais amplo. Não imagino tão amplo quando o portfólio do Google, mas eles irão caminhar para o mesmo sentido. Nem todos os serviços adquiridos precisam levar a marca da rede social, a exemplo do que aconteceu com o Instagram. Desse modo, o Facebook diversifica para continuar com a larga liderança no mercado de Redes Sociais. Isso dá um suporte sólido para sua principal fonte de receitas. Da mesma maneira como o Google faz para o mercado de buscadores.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Criação do sistema operacional linux.
A História do Linux começou em 1991 com o início de um projeto pessoal de um estudante finlandês chamado Linus Torvalds de criar um novo núcleo de sistema operacional.
Desde então, o núcleo Linux resultante foi marcado por um crescimento constante através de sua história. A partir do lançamento inicial de seu código-fonte em 1991, cresceu de um pequeno grupo de arquivo em C sob uma proibitiva licença de distribuição comercial, em 2009, possuir mais de 370 megabytes de fonte sob a licença GPL.1Eventos que levaram à criação[editar | editar código-fonte]
O sistema operativo Unix foi concebido e implementado por Ken Thompson e Dennis Ritchie (ambos dos AT&T Bell Laboratories) em 1969 e primeiramente lançado em 1970. Sua disponibilidade e portabilidade fizeram com que fosse amplamente adotado, copiado e modificado por instituições acadêmicas e negócios. Seu design influenciou autores de outros sistemas.[carece de fontes]
Em 1983, Richard Stallman começou o Projeto GNU com o objetivo de criar um Sistema operacional tipo Unix gratuito e livre.2 Como parte desse trabalho, ele escreveu a GNU General Public License (GPL). No começo dos anos 1990, havia software quase suficiente para se criar um sistema operacional completo. Entretanto, o núcleo GNU, chamado de Hurd, não conseguiu atrair atenção suficiente dos desenvolvedores, deixando o GNU incompleto.
Outro projeto de sistema operacional livre, inicialmente lançado em 1977, foi o Berkeley Software Distribution (BSD). Foi desenvolvido pela Universidade da Califórnia em Berkeley a partir da versão 6 do Unix da AT&T. Uma vez que o BSD continha código do Unix do qual a AT&T era proprietária, a AT&T entrou com um processo (USL v. BSDi) no começo dos anos 1990 contra a Universidade da Califórnia. Isso limitou fortemente o desenvolvimento e adoção do BSD.3 4
Em 1985, a Intel lançou o 80386, o primeiro microprocessador x86 com conjunto de instruções de 32-bit e MMU com paginação.5
Em 1986, Maurice J. Bach, of AT&T Bell Labs, publicou The Design of the UNIX Operating System.6 Essa descrição definitiva cobria principalmente o núcleo System V versão 2, com algumas novas características da versão 3 e do BSD.
O MINIX, um sistema operacional tipo Unix pensada para uso acadêmico, foi lançado por Andrew S. Tanenbaum em 1987. Se bem o código-fonte do sistema estava disponível, modificações e redistribuições não era permitidas. Ademais, o design do MINIX de 16-bit não se adaptou muito bem às características da cada vez mais barata e popular arquitetura de 32-bit do Intel 386 para computadores pessoais.
Esses fatores e a falta de uma adoção ampla de um kernel livre deram o impulso para que Torvalds iniciasse seu projeto. Ele declarou que se o núcleo GNU ou o núcleo 386BSD estivessem disponíveis naquela época, ele possivelmente não teria escrito o seu próprio.7 8A criação do Linux[editar | editar código-fonte]
Linus Torvalds em 2002
Em 1991, em Helsinki, Linus Torvalds começou o projeto que mais tarde se tornaria o núcleo Linux. Era inicialmente um emulador de terminal, o qual Torvalds usava para acessar os grandes servidores UNIX da universidade. Ele escreveu um programa especificamente para o hardware que estava usando e independente de um sistema operacional porque queria usar as funções de seu novo computador com um processador 80386. O desenvolvimento foi feito no MINIX usando o GNU C compiler, o qual é ainda hoje a escolha principal para compilar o Linux (embora o código possa ser construído com outros compiladores, como o Intel C Compiler).[carece de fontes]
Como Torvalds escreveu em seu livro Just for Fun,9 ele eventualmente percebeu que havia escrito o núcleo de um sistema operacional. No dia 25 de agosto de 1991, ele anunciou esse sistema em um post no newsgroup "comp.os.minix." da Usenet:10
Olá a todos que estão usando minix -
Eu estou fazendo um sistema operacional livre (é apenas um hobby, não será grande e profissional como o gnu) para os clones AT 386(486). Está sendo desenvolvido desde abril e está quase pronto. Gostaria de receber qualquer feedback sobre o que as pessoas gostam/não gostam no minix, uma vez que o meu SO se parece um pouco com ele (mesmo layout físico de sistema de arquivos (devido a razões práticas) entre outras coisas.
No momento eu o portei para bash(1.08) e gcc(1.40), e as coisas parecem funcionar. Isso implica que irei conseguir algo prático dentro de poucos meses e gostaria de saber quais características a maioria das pessoas gostaria que tivesse. Quaisquer sugestões são bem-vindas, mas não prometo que eu vá implementá-las :-)
Linus (torvalds@kruuna.helsinki.fi)
PS. Sim — ele não tem nenhum código minix, e possui um fs multitarefa. Ele NÃO é portável (usa troca de contexto 386, etc), e provavelmente nunca será compatível com nada além de discos rígidos AT, uma vez que isso é tudo o que eu tenho :-(.
—Linus Torvalds 11O nome[editar | editar código-fonte]
Disquetes contendo uma versão bem inicial do Linux.
Linus Torvalds queria chamar seu invento de Freax, um portmanteau de "freak", "free", and "x" (como uma alusão ao Unix). Durante o começo de seu trabalho no sistema, ele guardou os arquivos sob o nome de "Freax" por cerca de um ano. Torvalds já havia considerado o nome "Linux," mas inicialmente o descartou por ser demasiadamente egocêntrico.9
Com o intuito de facilitar o desenvolvimento, foi feito o upload dos arquivos para o FTP server (ftp.funet.fi) da FUNET em setembro de 1991. Ari Lemmke, que trabalhava junto com Torvalds na Universidade de Helsinki e era um dos administradores voluntários do servidor FTP naquela época, não achava que "Freax" fosse um bom nome. Então, deu ao projeto o nome de "Linux" no servidor sem consultar Torvalds.9 Mais tarde, contudo, Torvalds consentiu o nome "Linux".
Para demonstrar como a palavra "Linux" deveria ser pronunciada, Torvalds incluiu um guia de áudio (Loudspeaker.svg? reproduzir) com o código-fonte do núcleo.12Linux sob a licença GNU GPL[editar | editar código-fonte]
Torvalds primeiramente publicou o núcleo Linux sob sua própria licença, que tinha restrições no que diz respeito à atividade comercial.
O software a ser usado junto com o núcleo era o desenvolvido como parte do Projeto GNU, licenciado sob os termos da GNU General Public License, uma licença de software livre. O primeiro lançamento do núcleo Linux, o Linux 0.01, incluía um binário do Bash shell do GNU.13
Nas "Notas para o lançamento do linux 0.01", Torvalds listou que o software GNU era necessário para o funcionamento do Linux:13
Infelizmente, um núcleo por si só não leva a lugar nenhum. Para conseguir um sistema que funcione, são necessários um shell, compiladores, uma biblioteca etc. Essas são partes separadas e podem estar sob um copyright mais restrito (ou mesmo menos restrito). A maioria das ferramentas usadas com o linux são software GNU e estão sob o copyleft GNU. Tais ferramentas não estão na distribuição - pergunte-me (ou ao GNU) para mais informações.13
Em 1992, ele sugeriu o lançamento do núcleo sob a GNU General Public License. Ele anunciou sua decisão primeiramente nas notas de lançamento da versão 0.12.14 Em meados de dezembro de 1992, ele publicou a versão 0.99 usando a GNU GPL.15
Desenvolvedores do Linux e do GNU trabalharam para integrar os componentes do GNU com o Linux para fazer um sistema operacional totalmente funcional e totalmente livre.16
Torvalds declarou que “tornar o Linux compatível com a GPL foi definitivamente a melhor coisa que eu já fiz.”1Controvérsia quanto à nomenclatura GNU/Linux[editar | editar código-fonte]
Para obter mais detalhes sobre este tópico, veja Controvérsia quanto à nomenclatura GNU/Linux.
A designação "Linux" foi usada inicialmente por Torvalds apenas para o núcleo Linux. O núcleo foi, contudo, usado frequentemente em conjunto com outros softwares, especialmente os do projeto GNU, tornando-se rapidamente a mais popular adoção do software GNU. Em junho de 1994, no boletim do GNU, o Linux era referido como um "clone livre do UNIX", e o projeto Debian começou a chamar seu produto de Debian GNU/Linux. Em maio de 1996, Richard Stallman publicou o editor Emacs 19.31, no qual o tipo do sistema foi renomeado de Linux para Lignux. Essa grafia tinha a intenção de referir-se especificamente à combinação de GNU e Linux, mas foi rapidamente abandonada e substituída por "GNU/Linux".18
Esse nome provocou reações variadas. Os projetos GNU e Debian usam esse nome, embora a maioria das pessoas simplesmente usam o termo "Linux" para referir-se à combinação.19
Mascote oficial[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Tux
Tux
Torvalds anunciou em 1996 que haveria um mascote para o Linux, um pinguim. Isso deve-se ao fato de que quando se estava por escolher um mascote, Torvalds mencionou que ele havia sido bicado por um pequeno pinguim em uma visita ao Zoológico & Aquário Nacional de Camberra, Austrália. Larry Ewing foi o responsável pelo esboço original do hoje bem conhecido mascote, baseado em sua descrição. O nome "Tux" foi sugerido por James Hughes como um derivativo de Torvalds' UniX.9
Novo desenvolvimento[editar | editar código-fonte]Novo desenvolvimento[editar | editar código-fonte]
Núcleo[editar | editar código-fonte]
Existem muitos outros conhecidos mantenedores do núcleo Linux além de Torvalds, como Alan Cox e Marcelo Tosatti. Cox foi o mantenedor da versão 2.2 do núcleo até esse ser descontinuado no final de 2003. Da mesma maneira, Tossatti foi o mantenedor da versão 2.4 do núcleo até meados de 2006. Andrew Morton é o responsável pelo desenvolvimento e administração do núcleo 2.6, o qual teve sua primeira versão estável lançada em 18 de dezembro de 2003. Também as branches mais antigas ainda são constantemente aprimoradas.
Comunidade[editar | editar código-fonte]
LinuxTag em Karlsruhe, 2004.
A maior parte do trabalho no Linux é feita pela comunidade: os milhares de programadores em todo o mundo que usam Linux e enviam suas sugestões de aprimoramento aos mantenedores. Várias companhias também ajudaram não apenas no desenvolvimento dos núcleos, mas também com a escrita do corpo do software auxiliar, que é distribuído junto com o Linux.
É lançado tanto por projetos organizados como o Debian, quanto por projetos conectados diretamente a companhias como o Fedora e o openSUSE. Os membros dos respectivos projetos encontram-se em várias conferências e eventos, com o objetivo de intercambiar ideias. Um dos maiores desses eventos é o LinuxTag na Alemanha (atualmente em Berlim), onde cerca de 10.000 pessoas se reúnem anualmente, com o intuito de discutir sobre o Linux e sobre projetos associados a ele.
O Open Source Development Labs e a Linux Foundation O Open Source Development Labs (OSDL) foi criado no ano 2000, e é uma organização independente sem fins lucrativos que persegue o objetivo de otimizar o Linux para uso em data centers, entre outros. Funcionou como patrocinadora de Linus Torvalds e também de Andrew Morton (até meados de 2006 quando Morton transferiu-se para a Google). Torvalds trabalha em tempo integral para o OSDL, desenvolvendo núcleos do Linux.
Em 22 de janeiro de 2007, o OSDL e o Free Standards Group uniram-se para formar a Linux Foundation, estreitando seus respectivos focos para a promoção da competição do GNU/Linux com o Microsoft Windows.20Empresas[editar | editar código-fonte]
Apesar do fato ter o código-fonte aberto, algumas poucas empresas obtém lucro do Linux. Essas companhias, a maiorias das quais também são membros do Open Source Development Lab, investem recursos substanciais no avanço e desenvolvimento do Linux, com o objetivo de torná-lo adequado para aplicação em várias áreas. Isso inclui doação de hardware para os desenvolvedores de drivers, doações em dinheiro para as pessoas que desenvolvem software Linux, e o emprego de programadores do Linux na companhia. Alguns exemplos são a IBM e a HP, que usam o Linux em seus próprios servidores, e a Red Hat, que mantém sua própria distribuição. Da mesma forma, a Nokia apoia o Linux pelo desenvolvimento e licenciamento do Qt em LGPL, o qual torna possível o desenvolvimento do KDE, e pelo emprego de alguns desenvolvedores do X e do KDE.
Controvérsia sobre o Linux[editar | editar código-fonte]
O Linux sempre tem sido cercado por controvérsias desde a sua concepção.
"O Linux é obsoleto"[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Debate entre Tanenbaum e Torvalds
Em 1992, Andrew S. Tanenbaum, reconhecido cientista da computação e autor do sistema de micronúcleo Minix, escreveu um artigo no newsgroup comp.os.minix da Usenet com o título "O Linux é obsoleto",21 o qual marcou o começo de um famoso debate sobre a estrutura do então recente núcleo Linux. Entre as críticas mais significativas figuravam as seguintes:
O núcleo era monolítico e portanto ultrapassado.
A falta de portabilidade, devido ao uso de características exclusivas dos processadores Intel 386. "Escrever um sistema operacional que está fortemente atado a um tipo particular de hardware, especialmente um esquisito como são os da linha Intel, é basicamente errado."22
Não há controle estrito sobre o código-fonte por nenhuma pessoa em particular.23
O Linux empregava uma série de características que eram inúteis (Tanenbaum acreditava que um sistema de arquivos que realizasse multitarefas fosse simplesmente um "hack para melhorar o desempenho").24
A previsão de Tanenbaum de que o Linux se tornaria ultrapassado dentro de poucos anos e seria substituído pelo GNU Hurd (que ele considerava ser mais moderno) mostrou-se incorreta. O Linux foi portado para todas as principais plataformas e seu modelo de desenvolvimento aberto levou a um exemplar caminho de desenvolvimento. Em contraste, o GNU Hurd ainda não alcançou o nível de estabilidade que permitiria que fosse usado em locais de produção.25 Sua rejeição à linha de processadores 386 da Intel por serem "esquisitos" também provou-se nada visionária, uma vez que a série de processadores x86 e a Intel Corporation tornaria-se mais tarde quase ubíqua nos computadores pessoais.
Samizdat[editar | editar código-fonte]
Em seu livro não-publicado Samizdat, Kenneth Brown declarou que Torvalds copiou ilegalmente código do MINIX. Essas acusações foram refutadas por Tanenbaum:26
Ele [Kenneth Brown] queria entrar na questão da propriedade, mas ele também estava tentando evitar me dizer qual era seu verdadeiro propósito, então ele não formulava [a questão] muito bem. Finalmente ele me perguntou se eu pensava que Linus escreveu o Linux. Eu disse que até onde eu sabia, Linus escreveu todo o núcleo sozinho, mas que após seu lançamento, outras pessoas começaram a aperfeiçoar o núcleo, o qual era muito primitivo inicialmente, e acrescentarem novos softwares ao sistema — essencialmente o mesmo modelo de desenvolvimento do MINIX. Então ele começou a focar nisso, com questões como: "Ele não roubou partes do MINIX sem permissão?" Eu disse a ele que o MINIX tinha claramente uma enorme influência sobre o Linux em muitos aspectos, do layout do sistema de arquivos ao código-fonte, mas que eu não pensava que Linux tivesse usado meu código.
As declarações, a metodologia e as referências do livro foram seriamente questionadas e no final nunca foram lançadas, sendo descartadas pelo site da distribuidora.Competição com a Microsoft[editar | editar código-fonte]
Embora Torvalds tenha dito que a sensação da Microsoft de sentir-se ameaçada pelo Linux no passado não tenha tido consequências sobre ele, os campos da Microsoft e do Linux tiveram várias interações antagonísticas entre 1997 e 2001. Isso tornou-se bastante claro pela primeira vez em 1998, quando o primeiro Halloween document foi trazido à luz por Eric S. Raymond. Era uma espécie de pequeno ensaio de um desenvolvedor da Microsoft que procurava expor as ameaças que o software livre representava para a Microsoft e identificava estratégias para contrapor-se às ameaças percebidas. Contudo, a Free Software Foundation publicou uma declaração dizendo que a produção de software proprietário pela Microsoft era ruim para os usuários de software pois negava a eles a sua "devida liberdade."27 A competição entrou em uma nova fase no começo de 2004, quando a Microsoft publicou os resultados de estudos de caso de consumidores avaliando o uso do Windows em comparação com o Linux, com o nome de “Get the Facts” (Obtenha os Fatos) em sua própria página na internet. Baseado em consultas, analistas, e alguns pesquisadores financiados pela Microsoft, os estudos de caso sustentavam que o uso empresarial do Linux em servidores era comparativamente inferior ao uso do Windows em termos de confiabilidade, segurança e custo total de propriedade.28
Em resposta, distribuidores comerciais do Linux produziram seus próprios estudos, enquetes e testemunhos para opor-se à campanha da Microsoft. No final de 2004, a campanha da Novell foi intitulada “Unbending the truth” (Desvelando a verdade) e procurou sublinhar as vantagens bem como dissipar as questões legais amplamente divulgadas na adoção do Linux (particularmente à luz do caso SCO v IBM). A Novell referiu-se particularmente aos estudos da Microsoft em muitos pontos. A IBM também publicou uma série de estudos sob o título de “The Linux at IBM competitive advantage” (O Linux e a vantagem competitiva da IBM) para, mais uma vez, fazer frente à campanha da Microsoft. A Red Hat lançou uma campanha chamada “Truth Happens” (A verdade acontece) focada em deixar a performance do produto falar por si só, ao invés de fazer propaganda dele através de estudos.[carece de fontes] A maioria dos membros da comunidade Linux lidou com a questão de maneira calma e com piadas como "O Linux e seus computadores nunca ficam azuis" ou "Mais cedo ou mais tarde migraremos". Além disso, a revista LinuxUser também publicou um review do Windows XP meio em tom de brincadeira com as mesmas críticas comumente feitas a uma típica distribuição do Linux.
No outono de 2006, a Novell e a Microsoft anunciaram um acordo de cooperação em interoperabilidade de software e proteção de patentes.29 Isso incluía um acordo que tanto os clientes da Novell quanto os da Microsoft não poderiam ser processados por violação de patentes. Essa proteção de patentes também foi expandida para desenvolvedores de software não-livre. Essa última parte foi criticada porque incluía apenas desenvolvedores de software não-comercial.
Em julho de 2009, a Microsoft submeteu 22.000 linhas de código-fonte para o núcleo Linux sob a licença GPLV2, as quais foram subsequentemente aceitas. Embora isso tenha sido referido como "um gesto histórico" e como um possível indicativo de uma melhoria nas atitudes corporativas da Microsoft para com o Linux e o software de código-aberto, a decisão não foi totalmente altruísta, uma vez que prometia levar a significativas vantagens competitivas para a Microsoft e evitar ações legais contra ela. A Microsoft na verdade foi compelida a fazer essa contribuição para o código quando Stephen Hemminger, o principal engenheiro da Vyatta e colaborador do Linux, descobriu que a Microsoft havia incorporado um driver de rede Hyper-V, com componentes de licença de código-aberto GPL, estaticamente ligados a binários de código-fechado, em contravenção à licença GPL. A Microsoft contribuiu com os drivers para retificar a violação de licença, embora a companhia houvesse tentado passar a imagem de ter feito um ato caridoso, e não a de ter tentado evitar uma ação legal contra si. No passado a Microsoft qualificou o Linux de "câncer" e "comunista".30 31 32 33 34vDistribuições Linux[editar | editar código-fonte]
Mandriva
Redhat
Ubuntu
Linux Educacional - Um projeto do Governo Federal que visa melhorar o aproveitamento dos laboratórios de informática das escolas, tendo diversas versões. Atualmente na versão 5.0, apresenta diferentes atividades educativas e planos de aula que auxiliam o ensino e a aprendizagem.SCO[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Controvérsia entre SCO e Linux
Em março de 2003, o SCO Group acusou a IBM de violar seu copyright sobre o UNIX ao transferir código do UNIX para o Linux. O SCO reivindica a propriedade dos direitos autorais sobre o UNIX e um processo foi aberto contra a IBM. A Red Hat, então, entrou com um processo contra o SCO que, desde então, foi alvo de vários processos relacionados a esse tema. Ao mesmo tempo em que entrou com sua ação, o SCO começou a vender licenças Linux para usuários que não quisessem correr o risco de uma possível reclamação por parte da empresa. Porém, como a Novell também alega possuir direitos autorais sobre o UNIX, ela entrou com uma ação contra o SCO.
Posteriormente, o SCO entrou com um pedido de falência.35Direitos sobre a marca[editar | editar código-fonte]
Entre 1994 e 1995, várias pessoas de diferentes países tentaram registrar o nome "Linux" como uma marca registrada comercial. Logo após, pedidos de pagamentos de royalties foram emitidos para várias empresas Linux, um passo com o qual muitos desenvolvedores e usuários do Linux não concordaram. Linus Torvalds reagiu contra essas empresas com a ajuda da Linux International e foi concedida a marca comercial para o nome, a qual ele transferiu para a Linux Internacional. Posteriormente, a proteção da marca foi administrada por um empresa sem fins lucrativos específica, a Linux Mark Institute. No ano 2000, Linus Torvalds especificou as regras básicas para a atribuição de licenças. Isso significa que qualquer um que ofereça um produto ou serviço com o nome “Linux” deve possuir uma licença para tanto, a qual pode ser obtida através de uma compra única.
Em junho de 2005, uma nova controvérsia surgiu no que tange ao uso dos royalties gerados pelo uso da marca Linux. O Linux Mark Institute, representante dos direitos de Linus Torvalds, anunciou um aumentou de preço de 500 para 5.000 dólares para o uso do nome. Esse passo foi justificado como sendo necessário para cobrir os crescentes custos de proteção da marca.
Em resposta a esse aumento, que desagradou a comunidade, Linus Torvalds fez um anúncio no dia 21 de agosto de 2005, com o objetivo de esclarecer os mal-entendidos. Ele descreveu a situação e o cenário em um e-mail, além de tratar da questão de quem tinha que pagar os custos da licença:
[...] E vamos repetir: alguém que não quer _proteger_ aquele nome nunca faria isso. Você pode chamar qualquer coisa de "MyLinux", mas o lado negativo é que pode haver alguém que sim _protegeu_ e que lhe envie uma carta exigindo que você desista do nome. Ou ainda, se o nome acabar aparecendo em uma pesquisa de marcas comerciais que o LMI precisa fazer periodicamente apenas para proteger a marca (outra exigência legal para marcas comerciais), o próprio LMI pode lhe enviar uma carta exigindo que você desista do nome ou adquira uma sublicença.
Em dado momento ou você escolhe outro nome ou adquire uma sublicença. Está vendo? Trata-se do fato de que _você_ precisa ou não de proteção, e não de que o LMI queira dinheiro ou não.
[...] Finalmente, apenas para deixar claro: não apenas eu não ganho um centavo do dinheiro advindo da marca, como o próprio LMI (quem realmente administra a marca) historicamente tem até agora sempre perdido dinheiro com isso. Essa não é uma maneira de sustentar uma marca, então eles estão tentando no mínimo tornarem-se autossuficientes, mas até agora eu posso afirmar que as taxas dos advogados que _dão_ a proteção que as empresas comerciais querem têm sido maiores que as taxas das licenças. Mesmo os advogados pro bono cobram pelo tempo de seus custos e paralegais etc.
—Linus Torvalds 36Desde então, o Linux Mark Institute começou a oferecer uma sublicença gratuita com cobertura mundial.37
Cronologia[editar | editar código-fonte]
1983: Richard Stallman lança o projeto GNU com o objetivo de criar um sistema operacional livre.
1989: Richard Stallman escreve a primeira versão da GNU General Public License.
1991: O núcleo Linux é anunciado publicamente no dia 25 de agosto por um estudante finlandês de 21 anos chamado Linus Benedict Torvalds.10
1992: O núcleo Linux é licenciado sob os termos da GNU GPL. As primeiras "distribuições do Linux" são criadas.
1993: Mais de 100 desenvolvedores trabalham no núcleo Linux. Com a sua ajuda, o núcleo é adaptado ao ambiente GNU, o que cria um grande espectro de tipos de aplicação para o Linux. A mais antiga distribuição do Linux ainda existente, o Slackware, é lançado pela primeira vez. Mais tarde, no mesmo ano, é estabelecido o projeto Debian. Hoje é a distribuição que possui a maior comunidade.
1994: Em março, Torvalds julga que todos os componentes do núcleo estão totalmente amadurecidos: ele lança a versão 1.0 do Linux. O projeto XFree86 contribui com uma interface gráfica de usuário (GUI). Nesse ano, as companhias Red Hat e SUSE publicam a versão 1.0 de suas distribuições do Linux.
1995: O Linux é portado para o DEC Alpha e para o Sun SPARC. Nos anos seguintes é portado para um número ainda maior de plataformas.
1996: A versão 2.0 do núcleo Linux é lançada. O núcleo agora pode servir a vários processadores ao mesmo tempo, tornado-se então uma alternativa séria para muitas companhias.
1998: Muitas grandes companhias como a IBM, a Compaq e a Oracle anunciam seu apoio ao Linux. Ademais, um grupo de programadores começa a desenvolver a interface gráfica de usuário KDE.
1999: Um grupo de desenvolvedores começa a trabalhar no ambiente gráfico GNOME, que deveria tornar-se um substituto livre para o KDE, o qual dependia do então software proprietário Qt toolkit. A IBM anuncia um grande projeto em apoio ao Linux.
2004: A equipe XFree86 separa-se e junta-se ao padrão existente X Window para formar a X.Org Foundation, o que resulta em um desenvolvimento substancialmente mais rápido do X Window Server para Linux.
2005: O projeto openSUSE começa a lançar uma distribuição livre da comunidade da Novell. Além disso, em outubro, o projeto OpenOffice.org introduz a versão 2.0, compatível com os padrões da OASIS OpenDocument.
2006: A Oracle lança sua própria distribuição da Red Hat. A Novell e a Microsoft anunciam uma cooperação para uma melhor interoperabilidade.
2007: A Dell começa a vender laptos com o Ubuntu pré-instalado.
2011: A versão 3.0 do núcleo Linux é lançada.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
memória Ram,seu pc precisa para melhor desempenhar sua função

Introdução
No que se refere ao hardware dos computadores, entendemos como memória os dispositivos que armazenam os dados com os quais o processador trabalha. Há, essencialmente, duas categorias de memórias: ROM (Read-Only Memory), que permite apenas a leitura dos dados e não perde informação na ausência de energia; e RAM (Random-Access Memory), que permite ao processador tanto a leitura quanto a gravação de dados e perde informação quando não há alimentação elétrica. Neste artigo, apresento os principais tipos de memórias ROM e RAM, assim como mostra as características mais importantes desses dispositivos, como frequência, latência, encapsulamento, tecnologia, entre outros.Memória ROM
As memórias ROM (Read-Only Memory - Memória Somente de Leitura) recebem esse nome porque os dados são gravados nelas apenas uma vez. Depois disso, essas informações não podem ser apagadas ou alteradas, apenas lidas pelo computador, exceto por meio de procedimentos especiais. Outra característica das memórias ROM é que elas são do tipo não voláteis, isto é, os dados gravados não são perdidos na ausência de energia elétrica ao dispositivo. Eis os principais tipos de memória ROM:
- PROM (Programmable Read-Only Memory): esse é um dos primeiros tipos de memória ROM. A gravação de dados neste tipo é realizada por meio de aparelhos que trabalham através de uma reação física com elementos elétricos. Uma vez que isso ocorre, os dados gravados na memória PROM não podem ser apagados ou alterados;
- EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory): as memórias EPROM têm como principal característica a capacidade de permitir que dados sejam regravados no dispositivo. Isso é feito com o auxílio de um componente que emite luz ultravioleta. Nesse processo, os dados gravados precisam ser apagados por completo. Somente depois disso é que uma nova gravação pode ser feita;- EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory): este tipo de memória ROM também permite a regravação de dados, no entanto, ao contrário do que acontece com as memórias EPROM, os processos para apagar e gravar dados são feitos eletricamente, fazendo com que não seja necessário mover o dispositivo de seu lugar para um aparelho especial para que a regravação ocorra;
- EAROM (Electrically-Alterable Programmable Read-Only Memory): as memórias EAROM podem ser vistas como um tipo de EEPROM. Sua principal característica é o fato de que os dados gravados podem ser alterados aos poucos, razão pela qual esse tipo é geralmente utilizado em aplicações que exigem apenas reescrita parcial de informações;
- Flash: as memórias Flash também podem ser vistas como um tipo de EEPROM, no entanto, o processo de gravação (e regravação) é muito mais rápido. Além disso, memórias Flash são mais duráveis e podem guardar um volume elevado de dados. É possível saber mais sobre esse tipo de memória no artigo Cartões de memória Flash, publicado aqui no InfoWester;
- CD-ROM, DVD-ROM e afins: essa é uma categoria de discos ópticos onde os dados são gravados apenas uma vez, seja de fábrica, como os CDs de músicas, ou com dados próprios do usuário, quando o próprio efetua a gravação. Há também uma categoria que pode ser comparada ao tipo EEPROM, pois permite a regravação de dados: CD-RW e DVD-RW e afins.
Memória RAM
As memórias RAM (Random-Access Memory - Memória de Acesso Aleatório) constituem uma das partes mais importantes dos computadores, pois são nelas que o processador armazena os dados com os quais está lidando. Esse tipo de memória tem um processo de gravação de dados extremamente rápido, se comparado aos vários tipos de memória ROM. No entanto, as informações gravadas se perdem quando não há mais energia elétrica, isto é, quando o computador é desligado, sendo, portanto, um tipo de memória volátil.
Há dois tipos de tecnologia de memória RAM que são muitos utilizados: estático e dinâmico, isto é, SRAM e DRAM, respectivamente. Há também um tipo mais recente chamado de MRAM. Eis uma breve explicação de cada tipo:
- SRAM (Static Random-Access Memory - RAM Estática): esse tipo é muito mais rápido que as memórias DRAM, porém armazena menos dados e possui preço elevado se considerarmos o custo por megabyte. Memórias SRAM costumam ser utilizadas como cache (saiba mais sobre cache neste artigo sobre processadores);
- DRAM (Dynamic Random-Access Memory - RAM Dinâmica): memórias desse tipo possuem capacidade alta, isto é, podem comportar grandes quantidades de dados. No entanto, o acesso a essas informações costuma ser mais lento que o acesso às memórias estáticas. Esse tipo também costuma ter preço bem menor quando comparado ao tipo estático;
- MRAM (Magnetoresistive Random-Access Memory - RAM Magneto-resistiva): a memória MRAM vem sendo estudada há tempos, mas somente nos últimos anos é que as primeiras unidades surgiram. Trata-se de um tipo de memória até certo ponto semelhante à DRAM, mas que utiliza células magnéticas. Graças a isso, essas memórias consomem menor quantidade de energia, são mais rápidas e armazenam dados por um longo tempo, mesmo na ausência de energia elétrica. O problema das memórias MRAM é que elas armazenam pouca quantidade de dados e são muito caras, portanto, pouco provavelmente serão adotadas em larga escala.Aspectos do funcionamento das memórias RAM
As memórias DRAM são formadas por chips que contém uma quantidade elevadíssima de capacitores e transistores. Basicamente, um capacitor e um transistor, juntos, formam uma célula de memória. O primeiro tem a função de armazenar corrente elétrica por um certo tempo, enquanto que o segundo controla a passagem dessa corrente.
Se o capacitor estiver armazenamento corrente, tem-se um bit 1. Se não estiver, tem-se um bit 0. O problema é que a informação é mantida por um curto de período de tempo e, para que não haja perda de dados da memória, um componente do controlador de memória é responsável pela função de refresh (ou refrescamento), que consiste em regravar o conteúdo da célula de tempos em tempos. Note que esse processo é realizado milhares de vezes por segundo.
O refresh é uma solução, porém acompanhada de "feitos colaterais": esse processo aumenta o consumo de energia e, por consequência, aumenta o calor gerado. Além disso, a velocidade de acesso à memória acaba sendo reduzida.

A memória SRAM, por sua vez, é bastante diferente da DRAM e o principal motivo para isso é o fato de que utiliza seis transistores (ou quatro transistores e dois resistores) para formar uma célula de memória. Na verdade, dois transistores ficam responsáveis pela tarefa de controle, enquanto que os demais ficam responsáveis pelo armazenamento elétrico, isto é, pela formação do bit.
A vantagem desse esquema é que o refresh acaba não sendo necessário, fazendo com que a memória SRAM seja mais rápida e consuma menos energia. Por outro lado, como sua fabricação é mais complexa e requer mais componentes, o seu custo acaba sendo extremamente elevado, encarecendo por demais a construção de um computador baseado somente nesse tipo. É por isso que sua utilização mais comum é como cache, pois para isso são necessárias pequenas quantidades de memória.
Como as memórias DRAM são mais comuns, eles serão o foco deste texto a partir deste ponto.CAS e RAS
O processador armazena na memória RAM as informações com os quais trabalha, portanto, a todo momento, operações de gravação, eliminação e acesso aos dados são realizadas. Esse trabalho todo é possível graças ao trabalho de um circuito já citado chamado controlador de memória.
Para facilitar a realização dessas operações, as células de memória são organizadas em uma espécie de matriz, ou seja, são orientadas em um esquema que lembra linhas e colunas. O cruzamento de uma certa linha (também chamada de wordline), com uma determinada coluna (também chamada de bitline) forma o que conhecemos como endereço de memória. Assim, para acessar o endereço de uma posição na memória, o controlador obtém o seu valor de coluna, ou seja, o valor RAS (Row Address Strobe) e o seu valor de linha, ou seja, o valor CAS (Column Address Strobe).
Temporização e latência das memórias
Os parâmetros de temporização e latência indicam quanto tempo o controlador de memória gasta com as operações de leitura e escrita. Em geral, quanto menor esse valores, mais rápidas são as operações.
Para que você possa entender, tomemos como exemplo um módulo de memória que informa os seguintes valores em relação à latência: 5-4-4-15-1T. Esse valor está escrito nesta forma: tCL-tRCD-tRP-tRAS-CR. Vejamos o que cada um desses parâmetros significa:
- tCL (CAS Latency): quando uma operação de leitura de memória é iniciada, sinais são acionados para ativar as linhas (RAS) e as colunas (RAS) correspondentes, determinar se a operação é de leitura ou escrita (CS - Chip Select) e assim por diante. O parâmetro CAS Latency indica, em ciclos de clock (saiba mais sobre clock nesta matéria sobre processadores), qual o período que há entre o envio do sinal CAS e a disponibilização dos respectivos dados. Em outras palavras, é o intervalo existente entre a requisição de um dado pelo processador e a entrega deste pela memória. Assim, no caso do nosso exemplo, esse valor é de 5 ciclos de clock;
- tRCD (RAS to CAS Delay): esse parâmetro indica, também em ciclos de clock, o intervalo que há entre a ativação da linha e da coluna de um determinado dado. No exemplo acima, esse valor corresponde a 4;
- tRP (RAS Precharge): intervalo em clocks que informa o tempo gasto entre desativar o acesso a uma linha e ativar o acesso a outra. Em nosso exemplo, esse valor é de 4 ciclos;
- tRAS (Active to Precharge Delay): esse parâmetro indica o intervalo, também em clocks, necessário entre um comando de ativar linha e a próxima ação do mesmo tipo. Em nosso exemplo, esse valor é de 15 ciclos de clock;
- CR (Command Rate): intervalo que há entre a ativação do sinal CS e qualquer outro comando. Em geral, esse valor é de 1 ou 2 ciclos de clock e é acompanhado da letra T. No nosso exemplo esse valor é de 1 ciclo.
Esses parâmetros costumam ser informados pelo fabricante em um etiqueta colada ao pente de memória (muitas vezes, o valor de CMD não é informado). Quando isso não ocorre, é possível obter essa informação através de softwares específicos (como o gratuito CPU-Z, para Windows, mostrado abaixo) ou mesmo pelo setup do BIOS.
Os parâmetros de temporização fornecem uma boa noção do tempo de acesso das memórias. Note que, quando falamos disso, nos referimos ao tempo que a memória leva para fornecer os dados requisitados. O que não foi dito acima é que esse tempo é medido em nanossegundos (ns), isto é, 1 segundo dividido por 1.000.000.000.
Assim, para se ter uma noção de qual é a frequência máxima utilizada pela memória, basta dividir 1000 pelo seu tempo de acesso em nanossegundos (essa informação pode constar em uma etiqueta no módulo ou pode ser informada através de softwares especiais). Por exemplo: se um pente de memória trabalha com 15 ns, sua frequência é de 66 MHz, pois 1000/15=66.
Outros parâmetros
Algumas placas-mãe atuais ou direcionadas ao público que faz overclock (em poucas palavras, prática onde dispositivos de hardware são ajustados para que trabalhem além das especificações de fábrica) ou, ainda, softwares que detalham as características do hardware do computador, costumam informar outros parâmetros, além dos mencionados acima. Geralmente, estes parâmetros adicionais são informados da seguinte forma: tRC-tRFC-tRRD-tWR-tWTR-tRTP (por exemplo: 22-51-3-6-3-3), também considerando ciclos de clock. Vejamos o que cada um significa: tRC (Row Cycle): consiste no tempo necessário para que se complete um ciclo de acesso a uma linha da memória;
- tRFC (Row Refresh Cycle): consiste no tempo necessário para a execução dos ciclos de refresh da memória;
- tRRD (Row To Row Delay): semelhante ao tRP, mas considera o tempo que o controlador necesita esperar após uma nova linha ter sido ativada;
- tWR (Write Recovery): informa o tempo necessário para que o controlador de memória comece a efetuar uma operação de escrita após realizar uma operação do mesmo tipo;
- tWTR (Write to Read Delay): consiste no tempo necessário para que o controlador de memória comece a executar operações de leitura após efetuar uma operação de escrita;
- tRTP (Read to Precharge Delay): indica o tempo necessário entre uma operação de leitura efetuada e ativação do próximo sinal.
Voltagem
Em comparação com outros itens de um computador, as memórias são um dos componentes que menos consomem energia. O interessante é que esse consumo diminuiu com a evolução da tecnologia. Por exemplo, módulos de memória DDR2 (tecnologia que ainda será abordada neste texto), em geral, exigem entre 1,8 V e 2,5 V. É possível encontrar pentes de memória DDR3 (padrão que também será abordado neste artigo) cuja exigência é de 1,5 V. Módulos de memória antigos exigiam cerca de 5 V.
Algumas pessoas com bastante conhecimento no assunto fazem overclock nas memórias aumentando sua voltagem. Com esse ajuste, quando dentro de certos limites, é possível obter níveis maiores de clock.
SPD (Serial Presence Detect)
O SPD é um pequeno chip (geralmente do tipo EEPROM) inserido nos módulos de memória que contém diversas informações sobre as especificações do dispositivo, como tipo (DDR, DDR2, etc), voltagem, temporização/latência, fabricante, número de série, etc.
Muitas placas-mãe contam com um setup de BIOS que permite uma série de ajustes de configuração. Nesses casos, um usuário experimente pode definir os parâmetros da memória, no entanto, quem não quiser ter esse trabalho, pode manter a configuração padrão. Algumas vezes, essa configuração é indicada por algo relacionado ao SPD, como mostra a imagem abaixo:
Exemplo de ajuste de memória em setup de BIOS baseado em SPD
Detecção de erros
Alguns mecanismos foram desenvolvidos para ajudar na detecção de erros da memória, falhas essas que podem ter várias causas. Esses recursos são especialmente úteis em aplicações de alta confiabilidade, como servidores de missão crítica, por exemplo.
Um desses mecanismos é a paridade, capaz apenas de ajudar a detectar erros, mas não de corrigí-los. Nesse esquema, um bit é adicionado a cada byte de memória (lembre-se: 1 byte corresponde a 8 bits). Esse bit assume o valor 1 se a quantidade de bits 1 do byte for par e assume o valor 0 (zero) se a referida quantidade por ímpar (o contrário também pode acontecer: 1 para ímpar e 0 para par). Quando a leitura de dados for feita, um circuito verificará se a paridade corresponde à quantidade de bits 1 (ou 0) do byte. Se for diferente, um erro foi detectado.
A paridade, no entanto, pode não ser tão precisa, pois um erro em dois bits, por exemplo, pode fazer com que o bit de paridade corresponda à quantidade par ou ímpar de bits 1 do byte. Assim, para aplicações que exigem alta precisão dos dados, pode-se contar com memórias que tenham ECC (Error Checking and Correction), um mecanismo mais complexo capaz de detectar e corrigir erros de bits.
Tipos de encapsulamento de memória
O encapsulamento correspondente ao artefato que dá forma física aos chips de memória. Eis uma breve descrição dos tipos de encapsulamento mais utilizados pela indústria:
- DIP (Dual In-line Package): um dos primeiros tipos de encapsulamento usados em memórias, sendo especialmente popular nas épocas dos computadores XT e 286. Como possui terminais de contato - "perninhas" - de grande espessura, seu encaixe ou mesmo sua colagem através de solda em placas pode ser feita facilmente de forma manual;
Encapsulamento DIP - Imagem por Wikipedia
- SOJ (Small Outline J-Lead): esse encapsulamento recebe este nome porque seus terminais de contato lembram a letra 'J'. Foi bastante utilizado em módulos SIMM (vistos mais à frente) e sua forma de fixação em placas é feita através de solda, não requerendo furos na superfície do dispositivo; SOJ (Small Outline J-Lead): esse encapsulamento recebe este nome porque seus terminais de contato lembram a letra 'J'. Foi bastante utilizado em módulos SIMM (vistos mais à frente) e sua forma de fixação em placas é feita através de solda, não requerendo furos na superfície do dispositivo;
Encapsulamento SOJ
Encapsulamento SOJ
- TSOP (Thin Small Outline Package): tipo de encapsulamento cuja espessura é bastante reduzida em relação aos padrões citados anteriormente (cerca de 1/3 menor que o SOJ). Por conta disso, seus terminais de contato são menores, além de mais finos, diminuindo a incidência de interferência na comunicação. É um tipo aplicado em módulos de memória SDRAM e DDR (que serão abordados adiante). Há uma variação desse encapsulamento chamado STSOP (Shrink Thin Small Outline Package) que é ainda mais fino;
Encapsulamento TSOP-CSP (Chip Scale Package): mais recente, o encapsulamento CSP se destaca por ser "fino" e por não utilizar pinos de contato que lembram as tradicionais "perninhas". Ao invés disso, utiliza um tipo de encaixe chamado BGA (Ball Grid Array). Esse tipo é utilizado em módulos como DDR2 e DDR3 (que serão vistos à frente).Módulos de memória
Entendemos como módulo ou, ainda, pente, uma pequena placa onde são instalados os encapsulamentos de memória. Essa placa é encaixada na placa-mãe por meio de encaixes (slots) específicos para isso. Eis uma breve descrição dos tipos mais comuns de módulos:
- SIPP (Single In-Line Pins Package): é um dos primeiros tipos de módulos que chegaram ao mercado. É formato por chips com encapsulamento DIP. Em geral, esses módulos eram soldados na placa-mãe;
- SIMM (Single In-Line Memory Module): módulos deste tipo não eram soldados, mas encaixados na placa-mãe. A primeira versão continha 30 terminais de contato (SIMM de 30 vias) e era formada por um conjunto de 8 chips (ou 9, para paridade). Com isso, podiam transferir um byte por ciclo de clock. Posteriormente surgiu uma versão com 72 pinos (SIMM de 72 vias), portanto, maior e capaz de transferir 32 bits por vez. Módulos SIMM de 30 vias podiam ser encontrados com capacidades que iam de 1 MB a 16 MB. Módulos SIMM de 72 vias, por sua vez, eram comumente encontrados com capacidades que iam de 4 MB a 64 MB;- DIMM (Double In-Line Memory Module): os módulos DIMM levam esse nome por terem terminais de contatos em ambos os lados do pente. São capazes de transmitir 64 bits por vez. A primeira versão - aplicada em memória SDR SDRAM - tinha 168 pinos. Em seguida, foram lançados módulos de 184 vias, utilizados em memórias DDR, e módulos de 240 vias, utilizados em módulos DDR2 e DDR3. Existe um padrão DIMM de tamanho reduzido chamado SODIMM (Small Outline DIMM), que são utilizados principalmente em computadores portáteis, como notebooks;
- RIMM (Rambus In-Line Memory Module): formado por 168 vias, esse módulo é utilizado pelas memórias Rambus, que serão abordadas ainda neste artigo. Um fato curioso é que para cada pente de memória Rambus instalado no computador é necessário instalar um módulo "vazio", de 184 vias, chamado de C-RIMM (Continuity-RIMM).Tecnologias de memórias
Várias tecnologias de memórias foram (e são) criadas com o passar do tempo. É graças a isso que, periodicamente, encontramos memórias mais rápidas, com maior capacidade e até memórias que exigem cada vez menos energia. Eis uma breve descrição dos principais tipos de memória RAM:
- FPM (Fast-Page Mode): uma das primeiras tecnologias de memória RAM. Com o FPM, a primeira leitura da memória tem um tempo de acesso maior que as leituras seguintes. Isso porque são feitos, na verdade, quatro operações de leitura seguidas, ao invés de apenas uma, em um esquema do tipo x-y-y-y, por exemplo: 3-2-2-2 ou 6-3-3-3. A primeira leitura acaba sendo mais demorada, mas as três seguintes são mais rápidas. Isso porque o controlador de memória trabalha apenas uma vez com o endereço de uma linha (RAS) e, em seguida, trabalha com uma sequência de quatro colunas (CAS), ao invés de trabalhar com um sinal de RAS e um de CAS para cada bit. Memórias FPM utilizavam módulos SIMM, tanto de 30 quanto de 72 vias;
- EDO (Extended Data Output): a sucessora da tecnologia FPM é a EDO, que possui como destaque a capacidade de permitir que um endereço da memória seja acessado ao mesmo tempo em que uma solicitação anterior ainda está em andamento. Esse tipo foi aplicado principalmente em módulos SIMM, mas também chegou a ser encontrado em módulos DIMM de 168 vias. Houve também uma tecnologia semelhante, chamada BEDO (Burst EDO), que trabalhava mais rapidamente por ter tempo de acesso menor, mas quase não foi utilizada, pois tinha custo maior por ser de propriedade da empresa Micron. Além disso, foi "ofuscada" pela chegada da tecnologia SDRAM;
Módulo de memória EDO
Módulo de memória EDO
- SDRAM (Synchronous Dynamic Random Access Memory): as memórias FPM e EDO são assíncronas, o que significa que não trabalham de forma sincronizada com o processador. O problema é que, com processadores cada vez mais rápidos, isso começou a se tornar um problema, pois muitas vezes o processador tinha que esperar demais para ter acesso aos dados da memória. As memórias SDRAM, por sua vez, trabalham de forma sincronizada com o processador, evitando os problemas de atraso. A partir dessa tecnologia, passou-se a considerar a frequência com a qual a memória trabalha para medida de velocidade. Surgiam então as memórias SDR SDRAM (Single Data Rate SDRAM), que podiam trabalhar com 66 MHz, 100 MHz e 133 MHz (também chamadas de PC66, PC100 e PC133,respectivamente). Muitas pessoas se referem a essa memória apenas como "memórias SDRAM" ou, ainda, como "memórias DIMM", por causa de seu módulo. No entanto, a denominação SDR é a mais adequada;
Módulo de memória SDR SDRAM -
Observe que neste tipo há duas divisões entre os terminais de contato
- DDR SDRAM (Double Data Rate SDRAM): as memórias DDR apresentam evolução significativa em relação ao padrão SDR, isso porque elas são capazes de lidar com o dobro de dados em cada ciclo de clock (memórias SDR trabalham apenas com uma operação por ciclo). Assim, uma memória DDR que trabalha à frequência de 100 MHz, por exemplo, acaba dobrando seu desempenho, como se trabalhasse à taxa de 200 MHz. Visualmente, é possível identificá-las facilmente em relação aos módulos SDR, porque este último contém duas divisões na parte inferior, onde estão seus contatos, enquanto que as memórias DDR2 possuem apenas uma divisão. Você pode saber mais sobre essa tecnologia na matéria Memória DDR, publicada aqui ;
- DDR2 SDRAM: como o nome indica, as memórias DDR2 são uma evolução das memórias DDR. Sua principal característica é a capacidade de trabalhar com quatro operações por ciclo de clock, portanto, o dobro do padrão anterior. Os módulos DDR2 também contam com apenas uma divisão em sua parte inferior, no entanto, essa abertura é um pouco mais deslocada para o lado. Saiba mais sobre essa tecnologia na matéria Memória DDR2, disponibilizada aqui no blog;
Memória DDR2 acima e DDR abaixo -
Note que a posição da divisão entre os terminais de contato é diferente
- DDR3 SDRAM: as memórias DDR3 são, obviamente, uma evolução das memórias DDR2. Novamente, aqui dobra-se a quantidade de operações por ciclo de clock, desta vez, de oito. Uma novidade aqui é a possibilidade de uso de Triple-Channel. Saiba mais sobre esse tipo neste artigo sobre DDR3;
- Rambus (Rambus DRAM): as memórias Rambus recebem esse nome por serem uma criação da empresa Rambus Inc. e chegaram ao mercado com o apoio da Intel. Elas são diferentes do padrão SDRAM, pois trabalham apenas com 16 bits por vez. Em compensação, memórias Rambus trabalham com frequência de 400 MHz e com duas operações por ciclo de clock. Tinham como desvantagens, no entanto, taxas de latência muito altas, aquecimento elevado e maior custo. Memórias Rambus nunca tiveram grande aceitação no mercado, mas também não foram um total fiasco: foram utilizadas, por exemplo, no console de jogos Nintendo 64. Curiosamente, as memórias Rambus trabalham em pares com "módulos vazios" ou "pentes cegos". Isso significa que, para cada módulo Rambus instalado, um "módulo vazio" tem que ser instalado em outro slot. Essa tecnologia acabou perdendo espaço para as memórias DDR.Finalizando
Com o passar do tempo, a evolução das tecnologias de memórias não somente as torna mais rápidas, mas também faz com que passem a contar com maior capacidade de armazenamento de dados. Memórias ROM do tipo Flash, por exemplo, podem armazenar vários gigabytes. No que se refere às memórias RAM, o mesmo ocorre. Por conta disso, a pergunta natural é: quanto utilizar? A resposta depende de uma série de fatores, no entanto, a indústria não para de trabalhar para aumentar ainda mais a velocidade e a capacidade desses dispositivos. Portanto, não se espante: quando menos você esperar, vai ouvir falar de uma nova tecnologia de memória que poderá se tornar um novo padrão de mercado .
terça-feira, 7 de julho de 2015
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terça-feira, 30 de junho de 2015
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